Category: Filme do Dia


Quando asssiti pela 1º vez “O Virgem de 40 Anos” confesso que virei um grande fan de Steven Carrel. Sempre achei que ninguem poderia superar Jim Carey, mas pode sim e é Steven Carrel.

“Uma Noite Fora de Série” foi um filme que quando assisti um trailher na hora pensei- “Há mais um filme de Judd Apatow, que bom por que… ele nunca mais fes filme e eu to aguardando à muito tempo um filme dele”- Mas infelizmente não foi desta vez. Tma sim muita cara de Judd Apatow com um roteiro mother fucker de Seth Rogen. Ele que é dirigido por Shawn Levy que é um diretor que está estreiando ai nos cinemas com esse que é um filme no qual eu estou esperando faz um ano, e um roteiro de  Josh Klausner que também está ais estreiando, mas que não faz tanta diferença.

A História parece bem manjada por ser uma comédia onde há confusões de pessoas que só se ferram durante o filme inteiro, mas a sempre uma diferença de um filme para o outro que no caso são os dialogos, o enredo, os atores e o ritimos que o filme rola por que ha filmes na mesma situação que ficam parados o tempo todo,  por ser um filme de comédia o ritimo acelerado tem que estar veloz todo o tempo.

Esse tipo de filme no entanto que mistira um pouco de ação faz realmente sucesso no cinema. O que falta então?- Falta divulgação. A falta de divulgação tem levado muitas comédias ótimas direto para Home Video.

O elenco no entanto não tem defeitos. Os novos atores descobertos para o humor americano tem dado um show nas produções que atuam, entre eles o próprio James Franco que está no filme, outros entanto estão em todos os outros filmes de Judd Apatow- Paul Rudd, Seth Rogen, Elizabeth Banks, Leslie Mann, Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse, Emma Stone, Nate Hartley, Troy Gentile, Jesse Eisenberg, Ryan Reynolds, Martin Starr, Bill Hader, Bradley Cooper, Zach Galifianakis, Ed Helms, Justin Bartha.
Alem de muitos outros atores. Não esquecendo é claro de Tina Fey que alem de uma belissima atriz, está ótima nesse filme.

“Estar perto não é físico”, diz o adolescente protagonista do filme, em seu blog. A internet é seu único contato com o mundo. O universo real em que vive é uma comunidade rural alemã, no interior do Rio Grande do Sul. Mr Tambourine Man, como ele se denomina na internet, é fã de Bob Dylan e tem o sonho de assistir o seu show. O pequeno vilarejo começa a tornar-se pequeno para o seu crescimento e as suas descobertas como homem, até que surge na cidade um sujeito misterioso, que o fará reviver lembranças que o atormentam e o ajudará a abrir seus horizontes.
Diretor do vídeo-hit de youtube “Tapa na Pantera”, Esmir Filho foi uma das grandes apostas da produtora Sara Silveira para este ano. E deu certo. O filme estreou no Festival de Locarno, ganhou o prêmio de melhor filme no Festival do Rio, foi exibido no Festival de Berlim e em mais um monte de outros festivais.
Esmir é um cara antenado, que conseguiu colocar elementos de muita identificação com os jovens no seu filme, como a interação dos personagens em blogs, flickr e msn, a forma de colar nas provas da escola, o cabelo de emo, além das características emotivas, de jovens “sozinhos” à procura de um rumo e de encontrar um lugar de identificação na sociedade.
Os Famosos e os Duendes da Morte é baseado no romance homônimo de Ismael Caneppele, que também assina o roteiro e faz o papel do homem misterioso que retorna à cidade após um acidente de alguns anos. A produção é parecida com a de Houve Uma Vez Dois Verões, do Jorge Furtado, só que com a densidade e a angústia permanente dos adolescentes de Paranoid Park, do Gus Van Sant.
A trilha sonora foi composta para o filme, em inglês, o que demonstra a visão dos produtores, de pegar um filme independente, mas muito bem cuidado, para distribuir para o mercado externo. Tomara que consiga, porque o filme é digno de todos os prêmios e boas críticas que tem recebido.

Algumas pequenas falhas de continuidade, como a cena do carro atravessando uma pequena ponte, que ali parecia interminável, ou incoerente do conjunto fotografia/maquiagem, que faz questão de frisar as espinhas do protagonista nos momentos de florescer da adolescência (momentos oportunos), mas esconde-os na maioria das cenas, deixando o menino com a pele de neném. Tudo bem que filmar com adolescentes é um problema porque, num belo dia, o rosto amanhece cheio de espinhas, mas das duas uma: ou assumia as acnes ou as escondia por todo o filme, já que elas podem complementar a leitura do filme.
Mas são falhas muito pequenas diante da delicadeza do tema, da linda fotografia – que alterna poesia e modernidade, do roteiro, da direção e das interpretações encantadoras, tanto dos jovens quanto dos avós do protagonista, naturais e tímidos. Até o mistério, foco da primeira metade de filme, é revelado com naturalidade, numa conversa ótima entre o Mr Tambourine Man e seu amigo Diego.
Os Famosos e os Duendes da Morte é uma das melhores surpresas deste ano. Extremamente simpático e original.

Paul Haggis fez escola. Essa é a sensação ao término de “Atraídos pelo Crime”, já que é inevitável a semelhança entre o novo longa de Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento” e “Rei Arthur”) e a obra que levou o Oscar de melhor filme em 2006, “Crash – No Limite”. Além de retratarem várias histórias ao mesmo tempo que se passam em grandes centros urbanos americanos, os dois sofrem do mesmo mal: são prejudicados pela grande pretensão que possuem. Na verdade, a película de Fuqua mais parece uma inspiração da trama protagonizada por Matt Dillon em “Crash”, com seus policiais corruptos e sempre em situação de tensão. Mas se há algo que os diferencia, isso é a direção talentosa de Haggis e a mensagem mais explícita de seu roteiro. Nesses quesitos, aliás, “Atraídos pelo Crime” perde feio.

O longa, pelo menos, procura reduzir o número de personagens. Aqui, temos apenas três protagonistas, todos policiais do bairro nova-iorquino do Brooklyn. O primeiro a nos ser apresentado é Sal (Ethan Hawke), que, depois de uma conversa sobre o que é certo e errado, mata um homem para roubar o seu dinheiro. Pai de família com quatro filhos e com mais dois à caminho, ele está desesperado para tirar sua esposa do aperto e do perigoso mofo de sua atual casa. Quer comprar uma nova propriedade, dar conforto para os filhos. No entanto, o salário de policial impossibilita seu sonho, e o meio mais fácil para conseguir grana é escolhido.

Já Tango (Don Cheadle) convive há dois anos com criminosos. Escalado para se infiltrar em uma gangue que domina o tráfico de drogas na região, ele acabou se confundindo. Não sabe mais se é mocinho ou bandido. A corporação, porém, quer lhe dar uma chance: ele será promovido caso consiga provas que levem Caz (Wesley Snipes), um perigoso traficante, de volta à prisão. O problema é que o bandido é seu amigo, tendo-lhe até salvado a vida uma vez, o que dificultará sua escolha.

Enquanto os dois ainda devem ter anos de profissão pela frente, Eddie (Richard Gere) conta os dias para se aposentar. Ele está há uma semana de se livrar do pesadelo diário que enfrenta ao vestir o uniforme, carregar a arma e rondar as ruas do bairro. Pensa regularmente em se matar, mesmo que com uma pistola sem balas. Não tem família, nem amigos. A  pessoa com quem possui uma relação mais próxima é uma prostituta que visita eventualmente. Bebe compulsivamente. E como se não bastasse, ainda é selecionado para ajudar novos policiais em seu ofício. Função pior não poderia haver.

Investindo nos dilemas rotineiros enfrentados pelos policiais do Brooklyn, “Atraídos pelo Crime” traz uma primeira impressão positiva. Diante de tantos filmes policiais voltados apenas para a ação, esse parece ser um drama denso que explicita as dificuldades na vida dos responsáveis por proteger diariamente a vida dos americanos. Com o desenvolvimento da história, no entanto, o que vemos é lamentação atrás de lamentação, nunca sendo devidamente mostrados os motivos que fazem esses policiais se envergonharem do que são.

Os três protagonistas já são apresentados em uma situação limite, e o passado deles permanece nebuloso. Eddie parece ser um depressivo sem motivos, Tango tem uma trama confusa de envolvimento com o tráfico, e Sal é acometido por um estress ininterrupto. O roteiro do estreante Michael C. Martin, enfim, se perde em suas intenções. A profundidade de seus personagens é a meta, mas os fatos são tantos e tão comuns, que nunca chegamos a conhecê-los apropriadamente. Diálogos reveladores poderiam ser a saída, mas eles simplesmente não acontecem.

Assim como a maioria dos filmes com tramas múltiplas, a impressão aqui é de que, se desenvolvidas separadamente, em uma película dedicada apenas para si, as histórias renderiam uma bela fita. A trama de Tango, particularmente, poderia ter sua conturbada relação com a esposa desenvolvida, assim como o seu gradual envolvimento com o tráfico. Em vez disso, o roteiro aposta na inclusão de chefes de polícia arrogantes em seu trabalho e no nascimento de uma nova gangue que pretende tirar o grupo liderado por Caz do “poder”. Com potencial para ser a melhor do longa, a história é prejudicada pelo destino comercial que o enredo acaba lhe rendendo.

O desfecho, aliás, não poderia ser pior. Da necessidade de dar um ponto final ao que criou, Michael C. Martin se entrega a velhas fórmulas hollywoodianas no terço final do filme, desesperado por uma conclusão trágica que dê a devida proporção aos dramas que seus personagens vinham passando. Além disso, ainda trata de interligar desnecessariamente os protagonistas, transformando uma rua do Brooklyn num palco de horror. Um final em aberto não consertaria o filme, mas seria a opção mais acertada para um longa que pretende retratar a rotina complexa de policiais do Brooklyn.

O diretor Antoine Fuqua também contribui para o aumento da pretensão de “Atraídos pelo Crime”. Com uma trilha sonora sempre presente, ele aposta nas mensagens politicamente incorretas do roteiro e dá densidade ao filme. Algumas sequencias funcionam, como a tensa cena inicial. Em outras, ele exagera, principalmente ao optar pela câmera lenta. Fuqua chega até a se perder um pouco no ritmo, prejudicado pela edição falha da fita, que esquece o personagem de Ethan Hawke durante longos minutos, mas retoma a velocidade do meio para o final do filme.

No elenco, os grandes nomes têm resultados distintos. Ethan Hawke, no seu segundo trabalho com o diretor, surge acima do tom em muitas cenas. Richard Gere, que tenta cada vez mais desvincular sua imagem de filmes românticos, traz justamente a sensibilidade que adquiriu ao longo dos anos, mas esquece a intensidade que um policial precisa ter, mesmo que perto da aposentadoria. Já Don Cheadle é o melhor dos três, com sua discrição e capacidade de fazer boas cenas de ação. Ele divide a tela com um surpreendente Wesley Snipes.

Contando com um roteiro que peca pela sua pretensão, “Atraídos pelo Crime” é mais um daqueles filmes que parecem mais complexos do que realmente são. No entanto, sobram fatos e falta profundidade. Paul Haggis realmente tem seguidores fiéis que tentam copiar o seu cinema a todo custo. Falta-lhes apenas mais talento para dirigir e enganar melhor o público e a crítica.

Desde 1978, com o lançamento de Superman – O Filme, nós passamos a acreditar que o homem pode voar. Mas isso não nos impede de ficar maravilhados a cada novo voo. A adrenalina, a emoção, o sentido táctil de passar as mãos nas nuvens, tudo isso continua encantando o ser humano e é apenas um dos pontos positivos de Como Treinar o seu Dragão (How to Train your Dragon, 2010), nova animação da Dreamworks (Shrek, Kung Fu Panda), que mais uma vez aposta – e acerta! – no 3D estereoscópico.

A história do garoto Soluço (Jay Baruchel) é resumida logo no começo do filme, quando sua aldeia é atacada por dragões, que passam por ali, saqueiam, destroem e levam embora suas ovelhas. Ele é franzino, meio atrapalhado até, e tenta a todo custo ajudar na árdua tarefa de manter aquelas lagartixas aladas cuspindo fogo longe nos seus telhados. Mas a cada nova tentativa, ele só piora a situação, o que faz dele motivo de piada entre os outros adolescentes e preocupação para os demais adultos.

Em um dos ataques, Soluço acerta um Fúria da Noite, um dragão negro que voa quase invisível entre as estrelas e jamais erra seu alvo. Seria a glória de qualquer viking voltar para casa carregando uma cabeça deste dragão. Mas o garoto não consegue. Ele não é um matador de dragões. Porém, deste ato de compaixão nasce uma inédita amizade entre humano e dragonídeo, que vai levar o menino a entender os hábitos dos temidos animais e a domá-los.

O problema agora passa a ser outro: como contar para os carrancudos e truculentos vikings adultos o seu segredo? Como convencê-los de que tudo o que eles sabem sobre os dragões estava errado? Pode não ser a mais inovadora das histórias, mas nas mãos dos competentes diretores Chris Sanders e Dean Deblois, a aventura ganha tons dramáticos até então inéditos nas animações da DreamWorks, algo “pixariano”, diria.

Isso sem jamais esquecer do visual, que mais uma vez é impecável. Vendo as explosões, os fogos que saem dos dragões e queimam tudo, os voos e os mergulhos, até parece que as empresas especializadas em computação gráfica escolhem seus filmes baseado na dificuldade que o projeto vai ter. Prova disso é que cada um dos tipos de dragão tem características, ataques e feições completamentediferentes uns dos outros, o que leva até a uma divertida piada com o personagem Melequento (Jonah Hill), que é o nerd do grupo, gordinho e estudioso, que decorou os pontos fortes e fracos de cada animal como cartas de RPG.

Já os humanos têm feições caricatas, sem a necessidade de serem realistas. O que é sempre um acerto – a não ser que se tenha o tempo, o dinheiro e o prestígio de um James Cameron, que pode se dar ao luxo de gastar todos estes itens até conseguir criar seu próprio mundo. E por falar em criar, não é difícil imaginar que a personagem Astrid (America Ferrara), que não existia no livro que deu origem à história, aparece aqui para tentar levar as meninas para ver um filme de aventura.

Não que eles precisassem disso. Como Treinar seu Dragão é a prova de que a DreamWorks Animation deveria abandonar de vez a história de Shrek - que há tempos já perdeu a graça – e investir em novas histórias. Voar mais alto. O risco do tombo pode ser maior, mas a sensação de liberdade e a vitória valem o preço.

O que torna um filme em um “cult”, um produto que escapa do grande público, mas consegue acertar em cheio um grupo de pessoas que o defende com veemência, a ponto de cultuá-lo? Não há uma fórmula para isso. Afinal, a grande maioria dos cineastas quer mesmo é que seus projetos cheguem ao máximo de pessoas possível. Mas, aparentemente, ser ambientado em um futuro pós-apocalíptico é um dos ingredientes que conta a favor, como em Mad Max, Blade Runner e até mesmo Matrix - que depois acabou virando uma grande franquia de blockbusters.

Pois este é o cenário de O Livro de Eli (The Book of Eli, 2010), novo filme dos irmãos Allen e Albert Hughes (Do Inferno). Desde a primeira visão que temos do protagonista Eli (Denzel Washington), percebemos que estamos em um lugar diferente da Terra que conhecemos. A fotografia azulada deixa tudo quase monocromático, morto e extremamente seco, como o que restou do planeta. Os buracos que vemos pelo caminho trilhado por ele não deixam dúvidas de que houve uma guerra e muitas coisas explodiram por ali.

Mas ao contrário do que aconteceria em filmes feitos para as multidões, O Livro de Eli não se preocupa em explicar com todas as letras o que aconteceu por ali, deixando para o público a tarefa de completar os pontos. O seu objetivo não é falar do passado, mas sim do futuro. Tudo o que descobrimos é que Eli já está há muito tempo na estrada (“30 invernos já se passaram“, diz ele) seguindo as ordens de uma voz, que o orientou a rumar para o Oeste. E cada vez mais acreditamos que nada vai conseguir detê-lo.

Um dos seus últimos percalços é Carnegie (Gary Oldman), o chefe de um inóspito vilarejo. Impossível não olhar para aquele lugar seco, o bar onde se vende bebida e mulheres, as pessoas sujas e os bandidos armados sem pensar nos velhos westerns. Carnegie seria o xerife que faz a lei do seu jeito, e Eli o forasteiro que não quer problemas, mas os atrai com mais força do que um ímã atrairia a bem afiada lâmina da sua faca.

Carnegie está obcecado por um livro. Ou melhor, “O” livro sagrado, a Bíblia. Ele reconhece que as palavras ali escritas têm poder de torná-lo um líder ainda mais poderoso, que poderá ampliar o seu domínio para muito além daquela destruída cidadela. E como o título do filme já trata de deixar bem claro, é este o livro que Eli carrega com tanto cuidado em direção ao pôr do sol.

Estas são as peças espalhadas pelo tabuleiro, o resto é muita ação, com Denzel Washington mostrando toda a sua elegância na arte de chutar bundas em bem coreografadas lutas filmadas em planos sequência, sem precisar se esconder atrás de cortes rápidos. Estes são os fatos. O resto do filme quem vai fazer é cada expectador, em sua cabeça. Teria sido a tal guerra que devastou tudo a temida Guerra Santa? Foi por isso que todas as Bíblias foram queimadas? É apenas a fé que protege Eli, ou Algo mais? O fato de Carnegie querer usar o Velho Testamento em seu próprio benefício seria uma crítica a um recente habitante da Casa Branca, que invocava Deus para invadir países mundo afora? São estas e outras questões deixadas no ar que provocam discussões e ajudam a tornar uma obra em algo superior. O Livro de Eli tem nas suas entrelinhas conteúdo suficiente para se tornar um cult daqui a alguns anos. Pode deixar um espaço separado para ele na sua prateleira.

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